AMADO DA MINH'ALMA

SEJAM TODOS BEM-VINDOS
EM NOME DO SENHOR JESUS
E QUE A PAZ ESTEJAM COM TODOS!
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Bem, o termo adoração deriva da palavra adorare. Em latim, adorare significa falar com, no sentido de ter comunhão com. Podemos entender, então, que adorar a Deus é basicamente conversar com Deus ou ter comunhão com Deus. Para explicar este tema com mais profundidade darei mais adiante alguns exemplos de adoração na Bíblia, assim como dividirei este estudo em alguns pontos que você deverá entender em seqüência.




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Adoração na Bíblia






Nas Escrituras Sagradas encontramos algumas considerações básicas sobre a adoração:






Fazer reverência (respeito) - "Então o rei Nabucodonosor caiu com o rosto em terra, e adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e perfumes suaves" (Daniel 2.46);






Prestar culto - "Então inclinou-se o homem e adorou ao Senhor..." (Gênesis 24:26); "...e, inclinando-me, adorei e bendisse ao Senhor, Deus do meu senhor Abraão, que me havia conduzido pelo caminho direito para tomar para seu filho a filha do irmão do meu senhor" (Gênesis 24.48); culto idólatra: "... depressa se desviou do caminho que eu lhe ordenei; eles fizeram para si um bezerro de fundição, e adoraram-no, e lhe ofereceram sacrifícios, e disseram: Eis aqui, ó Israel, o teu deus, que te tirou da terra do Egito" (Êxodo 32. 8);






A importância da adoração - "E disse-lhe (Diabo): Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua" (Lucas 4.6). Neste verso percebemos a importância que o próprio Diabo dá para a adoração. Ele prometeu que daria tudo a Jesus se ele o adorasse!;






Adoração só a Deus - "Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" (Mateus 4.10);






Adoração a Jesus - "Vendo, pois, de longe a Jesus, correu e adorou-o" (Marcos 5.6).






Deus procura adoradores - "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4. 23).






Muitos outros versículos podem ser citados, mas creio que isto já é o suficiente para que se entenda os princípios da adoração. Bem, vamos em frente!






Aprofundando-se na adoração






Vimos acima algumas definições básicas e simples versículos bíblicos que mencionam o ato de adorar de algumas pessoas. Daqui para frente estudaremos a adoração mais profundamente, tendo como base os significados da palavra em latim adorare ("ter comunhão com" e "falar com"), comentados anteriormente. Para que você entenda melhor, é necessário dividirmos este assunto em quatro pontos fundamentais, como muitos autores costumam fazer. Veremos como a adoração pode ser explicada através da amizade, da preocupação, do aprender a agradar e da doação. Observe:






Adoração como amizade - Você se lembra de alguma situação na qual você foi apresentado a uma pessoa desconhecida? Nestas situações, é natural que o ser humano se sinta retraído e tímido. Isto acontece com todos, desde o mais tímido ao mais extrovertido, e assim ocorre porque ainda não existe uma intimidade profunda nesta relação. Tudo parece estranho. Quando uma verdadeira amizade é formada, cria-se também uma relação mútua de amizade. É um sistema de parceria. Um se coloca a disposição do outro para o que for preciso. Cada dia que passa, o relacionamento se torna mais íntimo e a comunhão mais profunda. Na relação entre Deus e o adorador ocorre o mesmo processo. O ser humano é apresentado a um novo amigo (Deus). No princípio desta amizade ele não O conhece e não sabe como agradá-lo. Não há familiaridade. Ambos, então, passam a conversar constantemente (a oração). O homem então começa a entrar na intimidade de Deus e conhecê-lo melhor a cada dia que passa. Este é um ponto fundamental para haver sincera adoração: tornar-se amigo de Deus! A questão do conhecimento dentro da amizade é um requisito básico para um adorador. Ele deve se esforçar para conhecer Deus ao máximo e estreitar esta amizade maravilhosa que foi construída. O próprio Senhor Jesus revela em João 15:15: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer". Como é bom saber que Jesus nos chama de amigos e está sempre aberto para novas amizades! O ser humano, quando aceita Deus em sua vida, se torna um amigo de Deus. Porém, Deus exige que a pessoa obedeça a Sua vontade. O homem só continuará esta amizade quando estiver fazendo a Sua vontade. O Senhor Jesus novamente nos revela em João 15:14: "Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando". Quando a pessoa com sinceridade ora, louva, agradece, dobra os joelhos ou lê a Bíblia, ela está adorando a Deus. Qualquer um que deseja se tornar um adorador, deve buscar incansavelmente exercitar a adoração. Deus procura pessoas que assim o façam e assim O buscam. É muito bom saber que Ele se deixa achar. Observe em Jeremias 29.13, Deus dizendo: "Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração." Ainda que Deus seja todo suficiente, Ele não é indiferente para conosco!






Adoração como preocupação - Adoração também está relacionado com a palavra preocupação. No início da caminhada com Deus, o levita deve ter a preocupação de derrotar os pecados em sua vida (santidade). Este é o início da vida do adorador. Porém, o lado ruim desta preocupação é que no começo ela está totalmente direcionada aos pecados mais visados ou conhecidos tais como matar, roubar ou mentir. No início da vida cristã, esta pessoa se esforça para não cometer os erros tidos como "graves", e geralmente neste nível ela já se acha digno para trabalhar na obra. Muitos chegam a pensar: "Eu não mato, não roubo e não minto, portanto estou pronto para trabalhar na obra de Deus!" A medida que a pessoa começa a entrar na intimidade de Deus, a preocupação automaticamente aumenta, iniciando outra fase no processo da adoração. Nas Escrituras podemos encontrar um episódio que relata uma visão onde o profeta Isaías vê o Senhor assentado no seu trono. Observe o que ele diz quando teve a visão: "Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! (Isaías 6:5)". Podemos perceber que o sentimento de preocupação entrou instantaneamente no coração de Isaías. Ele viu que mesmo sendo um profeta de Deus poderia estar perdido, pois ainda era homem de lábios impuros, o que antes não lhe causava preocupação. Depois de ter um contato mais profundo com Deus, o adorador começa a entender que não roubar, não matar, não fumar, não mentir, etc., passam a ser requisitos básicos para se tornar um genuíno adorador. A preocupação começa a ser direcionada a pontos mais profundos, os quais pareciam sem significado no início da vida cristã. O adorador tenta não murmurar, não pronunciar palavras frívolas e torpes, não sentir inveja ou não ser homem de lábios impuros como reconheceu Isaías. A pessoa entende que pode magoar a Deus em pequenas atitudes. Este é um patamar mais elevado no que se refere a comunhão e intimidade com o Senhor. Há um certo nível no processo neste processo onde a pessoa deseja viver totalmente dependente de Deus, conversando com Ele diariamente (amizade). O adorador tem sede de conhecê-Lo mais e mais. A intimidade se torna tão profunda que a preocupação leva a pessoa a estar constantemente se perguntando: "Será que esta atitude vai agradar a Deus?", "Será que isto vai magoar a Deus?", "Deus vai concordar com aquilo?", etc. Estas perguntas devem fazer parte do vocabulário diário do adorador. Isto deve ter influência até sobre os cânticos a serem escolhidos na igreja: "Será que este cântico irá agradar ao Senhor?". Você entende? O genuíno adorador deve estar preocupado em colocar Deus no centro de sua vida. Todas as preocupações devem realmente ser voltadas a Ele.






Adoração como aprender a agradar - Adorar a Deus é aprender a agradá-lo. Como já expliquei anteriormente, só podemos agradar uma pessoa quando conhecemos o coração dela. O adorador só começará a agradar a Deus quando ele começar a conhecer o Seu coração e conhecer Sua Palavra. O desejo de Deus para o adorador é capacita-lo a entender o que é agradável ao seu coração. O discípulo Pedro foi repreendido muitas vezes pelo Senhor Jesus, mesmo depois de um tempo caminhando ao lado Dele. Em muitas ocasiões Pedro tentava agradar Jesus, porém de uma maneira errada, na ignorância. Até mesmo os discípulos foram repreendidos algumas vezes. Em Marcos 10.13,14, por exemplo, há um episódio onde as criancinhas queriam se encontrar com Jesus: "Então lhe traziam algumas crianças para que as tocasse; mas os discípulos o repreenderam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus". Nesta ocasião os discípulos provavelmente abordaram as crianças dizendo: "Vão embora! Não aborreçam o Mestre!". Com esta atitude pensaram que estariam agradando a Cristo, mas Ele ouvindo isto se indignou e os repreendeu severamente. Estas ocasiões bíblicas nos revelam que mesmo depois de terem aceitado seguir a Jesus, os discípulos falhavam quando tentavam agrada-lo de uma maneira errada, talvez por não conhece-Lo bem! O adorador enfrenta o mesmo processo. Não se aprende a adorar a Deus da noite para o dia. Nas suas orações diárias, o adorador deve pedir que Deus se deixe revelar, e Ele certamente se deixará conhecer. Através da Bíblia e de experiências vividas diariamente o adorador aprenderá a agradar a Deus até nas mais pequenas atitudes.










Adoração como doação - Adoração está relacionada com doação. Doação completa da vida do adorador para Deus. O próprio apóstolo Paulo ordena que: "... se ofereçam completamente a Deus como sacrifício vivo dedicado ao seu serviço e agradável a Ele". O texto é bem claro! O adorador tem a obrigação de se dedicar inteiramente a Deus, doando tempo para o serviço de Deus e principalmente para Deus. Como este livro é direcionado às pessoas que atuam no ministério de música, há uma pergunta que eu gostaria muito de responder: "Como o adorador pode doar seu trabalho de músico na obra de Deus?" Primeiramente, ele deve buscar estreitar a sua relação com Deus diariamente. O verdadeiro adorador não pode falar com Deus apenas nos cultos da igreja. A comunhão deve ser estreitada dia após dia. O levita não deve substituir nem a música pelo relacionamento com Deus!!! A vida do levita dever ser inteligentemente balanceada entre Deus e a música. Em segundo lugar o músico deve estar disponível para ministrar em qualquer lugar e horário que lhe for possível. O adorador deve ter em seu coração o "eis-me aqui, envia-me a mim". Isto significa prontidão e disponibilidade para a obra de Deus! O adorador precisa entender a palavra doação. Doar significa dar sem pedir de volta! Dar não significa emprestar! Quando você empresta alguma coisa a alguém, você espera que a pessoa te devolva. Quando ela não devolve você começa a cobrar. Eu quero que você entenda que doar a Deus é dar por amor, sem pedir nada em troca, mas mesmo assim Deus abençoa os seus adoradores. O Diabo, em troca da adoração, oferece satisfação e prazeres carnais ao homem. No episódio onde tentou Jesus no desertou ele disse: "Tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares" (Mateus 4.9). O adorador deve sua vida a Deus mesmo que seja abençoado ou não. Portanto, devemos adorar a Deus aprendendo a doar o que temos e o que somos, sem pedir algo em troca. Deus abençoará conforme a sinceridade da adoração.






Para que o amado leitor entenda melhor estes quatro itens, quero deixar como exemplo a história de Marta e Maria, situada em Lucas 10.38-42. Leia com atenção: "Ora, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude. Respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada". Você consegue perceber a presença dos quatro pontos estudados acima nesta história? Comparando este verso com as explicações anteriores, vemos que Maria soube ser amiga de Jesus, se preocupou em ouvi-lo e estar junto dele para aprender, soube agrada-lo (escolheu certo) e doou seu precioso tempo, mesmo tendo outras tarefas para fazer. Ela preferiu o relacionamento! Sabe o que Jesus disse a respeito disso: "...ela escolheu a boa parte". Da mesma forma, o adorador deve saber escolher a melhor parte: o relacionamento com Deus!






Os 9 elementos da adoração






Nas explicações acima, expus a adoração em 4 tópicos básicos. Muitos leitores deverão perceber a ausência da música. Eis o porquê: na Bíblia, a ato da adoração não depende da música e a música não é sequer o mais importante item. Alguns autores declaram haver 9 itens essenciais no ato da adoração. Para explicar isto costumamos utilizar a história do sacrifício do filho de Abraão, Isaque (Gênesis 22). Confira nesta história a presença dos nove pontos relacionados abaixo:






Prova - a adoração envolve uma prova. Deus prova o nosso amor assim como provou o de Abraão (versículo 1): "Depois destas cousas, pôs Deus Abraão à prova..."






Obediência - Abraão obedeceu a Deus com prontidão. Quando Deus nos diz para fazer alguma coisa, devemos fazer na hora! Quando Deus nos chama, o "eis-me aqui" deve ser instantâneo (versículo 1): "...e este (Abraão) respondeu: Eis-me aqui".






Relacionamento - Devemos gastar tempo com o Senhor. Devemos estar dispostos a conhecê-Lo e conhecer a sua voz. Quando o Diabo falou com Jesus, ele imediatamente reconheceu a voz do Diabo. Devemos saber se é Deus que está falando ou não!






Processo - Deus muitas vezes nos tira do lugar onde estamos para nos ensinar algo, uma lição. Ele nos faz ir a um congresso ou fazer uma viagem para falar conosco (versículo 2): "Prosseguiu Deus: Toma agora teu filho; o teu único filho, Isaque, a quem amas; vai à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um dos montes que te hei de mostrar".






Oferta - Devemos trazer ofertas a Deus. Quando Ele nos pede alguma coisa, por mais importante que seja, devemos ofertar com amor, como aconteceu com Abraão (versículo 2): "...e oferece-o ali em holocausto...". É importante ressaltar que dízimo não é oferta, é sim obrigação!






Preparação - Devemos estar preparados para estar na presença de Deus.






Separação - Devemos nos separar das pessoas que podem nos impedir de adorar a Deus (versículo 5): "E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o mancebo iremos até lá; depois de adorarmos, voltaremos a vós".






Disposto a sofrer - Devemos estar dispostos a sofrer, dar a vida pela causa de Cristo. Abraão amava muito seu filho Isaque.






Confiança em Deus - Devemos estar dispostos a ter absoluta confiança em Deus e nunca duvidar Dele. Versículo 5: "Então, disse (Abraão) a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós". Como Abraão poderia dizer isto se ele sabia que iria imolar Isaque no altar? Porque Abraão estava tão convicto de que iria voltar com Isaque? Nos parece que Abraão já sabia o que estava no coração de Deus e já sabia que ia acontecer e assim como Abraão devemos ter absoluta confiança no Pai, independente das circunstâncias.






Como já mencionei anteriormente, na adoração a música não é a parte principal, mas é tudo isto que vimos acima. É vida com Deus! Neste exato momento muitos leitores poderão compreender porque a palavra adoração significa ter comunhão com. E este ter comunhão com deverá ser constante, como veremos abaixo. Leia com atenção:






Quando devo adorar a Deus?






Para explicar esta parte vamos utilizar novamente a ilustração da nova amizade formada. Como já foi explicado anteriormente, no início de uma nova amizade não existe muita liberdade. A amizade é um pouco retraída nas primeiras semanas. Você não se sente tanto à vontade conversando com uma pessoa recém conhecida. É um diálogo bem diferente do que aquele que você tem em casa com sua família. Mas qual é a diferença entre a família e um novo amigo apresentado? A diferença é que você cresceu dialogando com os seus pais e irmãos, você faz isto todos os dias. É por este motivo que quando está em casa, você tem mais liberdade, mais intimidade. Encontrar as mesmas pessoas todos os dias se torna rotina, o que acaba fazendo você conhecer melhor e mais profundamente os outros membros de sua família.






Com a nossa adoração ocorre exatamente o mesmo processo. Quanto mais você conversa com Deus, mais você ganha liberdade e intimidade com Ele. O verdadeiro adorador sente necessidade de adorar a Deus todos os dias e é a verdadeira adoração que faz-nos ver esta necessidade crescente! Muitos cristãos ainda não aprenderam isto e acabam cometendo o erro de falar com Deus apenas nos cultos. E triste observar que muitos buscam e conversam com o Senhor na igreja, mas quando estão fora dela se esquecem totalmente que Ele existe. Estes não são os verdadeiros adoradores que Deus está procurando! É importante ressaltar que um pai de família não deseja ter diálogo com os filhos apenas uma ou duas vezes na semana. Da mesma forma, Deus não quer ter comunhão com seus filhos apenas nos cultos, mas em todos os momentos de suas vidas. Deus quer que seus filhos transformem ato de adorar num estilo de vida, ou seja, vida de contínua adoração. A relação do adorador com Deus deve ser renovada e estreitada dia após dia.






A motivação do adorador






Há algum tempo atrás li uma frase que me chamou a atenção e da qual quero tratar nesta parte do livro: "Muitas vezes, nossa intenção nos cultos não é apresentar-nos a Deus, mas sim, esperarmos que Deus se apresente a nós através da oração, leitura bíblica, mensagem, músicas apresentadas e hinos que cantamos".






Infelizmente, muitas das vezes que chegamos a Deus para adora-Lo, esperamos que Ele nos dê alguma coisa. Às vezes somos tão ignorantes ou egoístas a ponto de nos dispormos a adora-Lo com segundas intenções: pedir algo! Sinto ressaltar ao amado leitor a importância deste parágrafo. A nossa intenção quando vamos cultuar a Deus é nos apresentar a Ele, e não esperarmos que Ele se apresente a nós. O Senhor quer ver a nossa intenção em dar-Lhe louvor e não em receber alguma bênção. É triste vermos as pessoas indo à igreja com o propósito de serem servidas por Deus, esperando receber poder, cura, prosperidade, etc. O pior é que muitos lêem a Bíblia, oram fervorosamente e cantam louvores, para tentar convencer a Deus que são merecedores de tais bênçãos. Se desejamos adorar e cultuar a Deus, devemos estar dispostos a servi-Lo e não ser servidos por Ele. Como já estudamos anteriormente, adoração é doação, é oferta! Adoração é oferta do que temos e somos e não a busca do que vamos receber. O verdadeiro adorador deve ter uma frase em seu coração toda vez que entra na presença de Deus: "Senhor, como posso serví-Lo esta noite, onde posso ser útil?".






Conclusão






"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" (João 4. 23).






Este texto de João nos deixa claro que Deus procura adoradores. Mas Ele não procura somente adoradores, Ele quer adoradores que O adorem em espírito e em verdade! Diante deste versículo, devemos cuidar para não cometer dois erros fundamentais: adorar o deus errado de maneira certa ou adorar o Deus certo de maneira errada!!! Quão maravilhoso é poder adorar o Deus certo de maneira certa! Isto depende de você! Eu te desafio a estreitar o teu relacionamento com Deus todos os dias e a buscar conhecê-Lo mais e mais. Gaste seu precioso tempo com Ele, e exercite a tua adoração continuamente, seja cantando, orando, lendo a Palavra, etc. Deus procura pessoas que tenham este modo de vida, Ele procura adoradores que o adorem "...em espírito e em verdade

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"Dança" - Atitude de Louvor







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Nos dias de hoje temos muitos conceitos sobre dança, sendo em sua maioria o de que ela induz a expressões carnais, o que não é verdade quando há uma atitude pura, feita no espírito diante do Senhor.






A dança é o reflexo de sentimentos contidos em nosso ser e acontece em várias ocasiões:






Quando Davi foi ungido por Samuel (I Sam 16:13), o Espírito do Senhor se apossou dele e desde aquele dia foi cheio do Espírito.






Em II Samuel 6: 12 - 16, Davi extravasa toda sua alegria dançando diante do Senhor por estar transportando a Arca para Jerusalém, que representava a presença de Deus no meio deles.






"Então disseram a Davi: O Senhor abençoou a casa de Obede-Edom, e tudo o que tem, por causa da arca de Deus. Assim foi Davi, com alegria. Quando os que levavam a arca do Senhor tinham dado seis passos ele sacrificava bois e carneiros cevados. Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor, e estava Davi cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim Davi e toda a casa de Israel subiam, trazendo a arca do Senhor com júbilo e ao som de trombetas.






Quando a arca do Senhor entrava na cidade de Davi, Mical, a filha de Saul, estava olhando pela janela. E vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do Senhor, o desprezou no seu coração".






Vemos aqui o exemplo de um homem segundo o coração de Deus, cheio do poder e do Espírito, expressando toda sua alegria dançando na presença do Senhor.






Em Êxodo 15:20 e 21, vemos Miriã, uma profetisa com muitas mulheres saírem com tamborins e com danças cantando ao Senhor pela vitória de Israel, pelo povo que saíra ileso do Egito, terra onde eram escravos.






Miriã, a profetisa (os profetas eram pessoas cheias do Espírito de Deus) dançou pela vitória do seu povo.






"Então Miriã, a profetisa, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, pois sumamente se exaltou, lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro".






As mulheres hebraicas exprimiam por meio da dança os seus sentimentos; quando seus maridos ou pessoas amigas voltavam a suas casas, vindo do combate pela vida e pela pátria, saíam elas ao seu encontro com danças de triunfo.






Nos nossos dias não deve ser diferente. Podemos e devemos também ser cheios do Espírito Santo de Deus e dançar diante dEle, extravasando a nossa alegria, saltando, dançando diante do Senhor pela vitória de Jesus na cruz derrotando todo principado, potestade e dominadores deste século que eram contra nós ( Col. 2:15), nos libertando do mundo e nos transportando para um reino de luz, purificando nossa consciência pelo sangue do Cordeiro e nos dando a esperança da vida eterna.






As danças não param por aí. Em I Samuel 18:6 e 7, temos outro exemplo:






"Quando os soldados retornavam para casa, depois de Davi ter ferido o filisteu, as mulheres de todas as cidades de Israel saíram ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, com tambores e com instrumentos de música. As mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares".






Jesuscitou em uma parábola a dança como louvor e ações de graças por um filho que se havia perdido e foi achado (Lucas 15:25 - parábola do filho pródigo).






Existe uma razão específica do povo de Deus em dançar: a de que Ele se alegra com isto. Deus se alegra de que seus filhos dancem na sua presença, pois Ele próprio promete restaurar as danças de seu povo:






"Naquele tempo, diz o Senhor, serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas serão o meu povo... o povo que escapou da espada achou graça no deserto... com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atraí... ainda te edificarei e serás edificada, ó virgem de Israel. Ainda serás adornada com os teus adufes, e sairás com coro de dança, e também os jovens e os velhos, e tornareis o seu pranto em júbilo e os consolarei; transformarei em regozijo a sua tristeza". (Jeremias 31: 1-4, 13)






Se você nunca expressou-se a Deus dançando, eu o convidaria a fazê-lo conforme as escrituras nos convidam:






Salmo 149:3 - "Louvem o seu nome com danças; cantem-lhe o seu louvor com tamborim e com harpa".






Certamente quando você o adorar com sua dança, o próprio Deus te encherá com alegria, com cânticos, com toda sorte de bençãos e te mostrará a vitória.






Experimente dançar na presença de Deus!

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Os pais são os representantes de Deus, e a obra de preparar os filhos tanto para esta vida como para a vida eterna, pertence aos pais. Porque o lar é a primeira escola, e os pais os primeiros professores.







Já nos tempos do Antigo Testamento Deus instruiu os pais de família, dizendo: "Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-se e ao levantar-se. Também as atarás como sinal na tua mão e serão por frontal entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas". Deuteronômio 6:6-9






Mais de mil e quinhentos anos mais tarde, o apóstolo Paulo escreveu: " Pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestações do Senhor." Efésios 6:4






Quando se deve começar a educação?






Na infância evidentemente. Logo que uma criança é capaz de formar uma idéia, deve começar sua educação.






Educação quer dizer o processo pelo qual a criança é instruída, desde o berço à infância, da infância à juventude, e da juventude à maturidade.






A Palavra de Deus recomenda: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele." Provérbios 22:6






"As lições que a criança aprende durante os primeiros sete anos de vida, tem mais a ver com a formação do seu caráter, que tudo o que ela possa aprender nos anos posteriores." Orientação da Criança, 193.






Na verdade os três primeiros anos são os mais expressivos, daí a importância da companhia da mãe de maneira especial nesta etapa da vida da criança.






Os componentes do relacionamento nos primeiros anos não podem ser supridos por mães substitutas, ou mesmo por creches. O papel desempenhado pela mãe nos primeiros anos tem efeito decisivo sobre a inteligência da criança.






Em resumo: o papel dos pais e principalmente o da mãe, na educação dos filhos, é da mais alta importância e insubstituível.






Que lições devem ser ensinadas aos filhos?






1. A primeira lição que deve ser ensinada à criança é que Deus é o nosso pai. O pai e mãe terrestres, são representantes do Pai celestial. Esta é uma grande responsabilidade que repousa sobre os pais.






Devem ensinar à criança que Deus é amor e que Ele é também a fonte de todo o bem, devem os pais ensinar ao bebê, à criança e ao jovem, o amor de Jesus.






Outro ensino fundamental a ser ensinado é o amor ao próximo. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é das regras mais importantes da vida.






2. Em segundo lugar deve-se ensinar à criança, as lições de obediência e respeito aos pais, bem como o domínio próprio.






Pais que deixam passar vários anos para depois ensinar aos filhos que devem ser obedientes, estão perdendo a chance de educar, pois depois dos primeiros anos se torna impossível ensinar lições de obediência.






O santo Livro diz: "A criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. . . Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma." Provérbios 29:15 e 17.






3. Em terceiro lugar deve-se ensinar á criança, lições sobre saúde.






A importância de ingerir alimentos saudáveis, em horas certas; o asseio pessoa; o dormir em ambiente ventilado; o evitar o uso de drogas que destroem a saúde, como o fumo o álcool e os tóxicos em geral.






As potencialidades de um criança podem ser incalculáveis. Se os filhos forem bem educados, poderão ser uma alegria para os pais, uma bênção para a comunidade e acima de tudo, honra e glória para Deus.






4. Um outro elemento que deve fazer parte da educação da criança é o espírito de serviço. A criança deve ser estimulada a auxiliar o pai e mãe, estimulada a ser abnegada e dominar-se a si mesmo.






Os nossos filhos são um precioso tesouro que o céu nos confiou.






No Salmo 127:3, A Bíblia diz que os filhos são a herança do Senhor.






Uma grande educadora escreveu o seguinte: "Os pais devem ser a mão humana de Deus, preparando a si mesmos e aos filhos para a vida sem fim. É como se Deus nos dissesse: Eduquem esta criança para mim, a fim de que ela possa um dia brincar nas cortes eternas."






Poderia citar vários exemplos de crianças que foram educadas dentro dos padrões da orientação de Deus. Vamos citar apenas dois exemplos:






a) Moisés - Tornou-se o líder do povo de Deus. Como historiador, poeta, filósofo legislador e líder - excedeu todos o homens da antiguidade.






b) Samuel - Dedicado a Deus desde a concepção. Serviu a Deus nos dias dos primeiros reis de Israel. Tornou-se um grande profeta do Senhor.






Certa vez numa igreja, o ancião chegou ao pastor e propôs um severo castigo para dois meninos que estavam estragando um tapete do tempo.






- Deixe os meninos disse o pastor: Uma polegada de meninos vale mais que quilômetros de tapetes.






Amados pais:






Nosso filhos são preciosos presentes de Deus. São a herança do Senhor.






Como pais, devemos saber que um dia Deus vai perguntar:






"Onde está o rebanho que te foi confiado, o teu lindo rebanho?" Jeremias 13:20. Ou em outras palavras: Onde estão os filhos que eu te dei?










Cada um de nós terá que responder, queiramos ou não.






Permita Deus, que nossa resposta possa ser a que está em Isaías 8.18, "Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu."






Repetida em outras palavras em Hebreus 2:13: "Eis aqui eu, e os filhos que Deus me deu."






Logo Jesus voltará a este mundo para reunir a família da terra com família do céu. Cada filho da família terrestre deverá receber as boas vindas no lar de glória.






Permita Deus que todos nós, pais e filhos sejamos recebidos por Jesus quando Ele vier.






O meu grande desejo é que vocês pais possam ser abençoados ao educar. E um dia Deus os recompense com a herança do Senhor.
PROPÓSITO DE DEUS NAS LUTAS, PROBLEMAS E TRIBULAÇÃO.






I. DEFINIÇÃO.






Propósito…Intenção,plano.






Deus…Pai, criador,zeloso, ser supremo e misericordioso, conhecedor de tudo e que nunca deixou os seus enfrentarem só qualquer dificuldade ou luta que ele mesmo tenha permitido.






Luta… Batalha, peleja, comflito.






Problema…Que estão proposta para ser resolvida, de solução difícil.






II. DEVEMOS ANALISAR A TRIBULAÇÃO DE DUAS MANEIRAS.






1) Do ponto de vista de Deus.






Para amadurecimento.


Para a produção de perseverança no homem (Rm 5:3-5).


Para a produção de fé.


2) Do ponto de vista do Homem.






Agonia, angústia, tristeza, dor, ansiedade, padecimento, tortura. Ex.: a ostra (o homen deveria se utilizar dos problemas como uma ostra se utiliza da partícula de areia)


III. PROPÓSITO DE DEUS EM NOS FAZER PASSAR PELAS LUTAS, PROBLEMAS E TRIBULAÇÕES.






Aproximar-se do homem e ser percebido (Sl 34:18-19).


Quebrantar o coração do homem.


Nos faz conhecer seu caráter e misericórdia.


Sujeitarmos a sua vontade.


Desviar o homem da ruína (Pv 16:18; II Co 12:7-10).


IV. EM MEIO A TRIBULAÇÃO DEVEMOS FAZER 2 PERGUNTAS Á DEUS:






Oque o Senhor que me ensinar com isso?


Qual o seu propósito?


V. O QUE ACONTECE QUANDO NÃO ENTENDEMOS OS PROPÓSITOS DE DEUS?






Enxergamos apenas o momento (Problema), não conseguimos ver o real propósito de Deus e suas bençãos.


Nos sentimos sós (em relação à Deus).


Murmuramos.


Desobedecemos.


Sentimos-nos inseguros.


Temos medo.


Nos trornamos deprecivos.


Dúvidamos de Deus e de seu caráter.


Apostatamos da fé.


Caminhamos aceleradamente para a ruína.


VI. PROMESSAS DE DEUS NAS NOSSAS TRIBULAÇÕES.






1) Como Paulo (II Co 12:9).






Graça suficiente (Jesus), presença de Deus.


Poder aperfeiçoador.


Fraqueza substítuida pelo Poder de Cristo.


Orgulho substítuido por humildade.


2) Instrução (Sl 32:8).






3) Livramento.






VII. QUAIS AS ARMAS QUE DEVEMOS USAR NAS TRIBULAÇÕES?






1) Palavra de Deus.






Como arma de ataque : a espada do Espírito, verdade, justiça e paz.


Como arma de defensiva : fé, certeza da salvação, oração, virgilância e perseverança.


2) Jejum.






VIII. Minha Posição.






Confiança e, Deus.


Louvar á Deus.


Alegria (Fp 4:4).
Se eu tivesse o dom de falar em outras línguas sem tê-las aprendido, e se pudesse falar em qualquer idioma que há em toda a terra e no céu e no entanto não amasse os outros, eu estaria só fazendo barulho.




Se eu tivesse o dom de profetizar, e conhecesse tudo sobre o que vai acontecer no futuro, soubesse tudo sobre todas as coisas, e contudo não amasse os outros, que bem faria isso? Mesmo que eu tivesse o dom da fé, a ponto de poder falar a uma montalha e fazê-la sair do lugar, ainda assim eu não valeria absolutamente nada sem amor.






Se eu desse aos pobres tudo quanto tenho e fosse queimado vivo por pregar o Evangelho, e contudo não amasse os outros, isso não teria valor algum.






O amor é paciente e bondoso, nunca é invejoso ou ciumento, nunca é presunçoso nem orgulhoso, nunca é arrogante, nem egoísta, nem tampouco rude. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço, nem melindroso. Não guarda rancor e dificilmente notará o mal que os outros lhe fazem. Nunca está satisfeito com a injustiça, mas se alegra quando ver a verdade triunfa.






Se você amar alguém, será leal para com ele, custe o que custar. Sempre acreditará nele, sempre esperará o melhor dele, e sempre se manterá em sua defesa.






Todos os dons e poderes especiais que vêm de Deus terminarão um dia, porém o amor continuará para sempre. Algum dia a profecia, o falar em línguas desconhecidas e a sabedoria especial – os dons desapareceram.






Portanto agora sabemos muito pouco, mesmo com os nossos dons especiais; e a pregação dos mais dotados é ainda muito imperfeita.






Entretanto, quando tivermos sido feitos completos e aperfeiçoados, então cessará a necessidade desses dons especiais e insuficiente, e eles desaparecerão.






É como nesse caso: quando eu era criança, falava, pensava e raciocinava como criança. Mas quando me tornei homem, meus pensamentos se desenvolveram muito além dos pensamentos da minha infância, e agora eu deixei as coisas de criança.






De igual modo, agora só podemos ver e compreender um pouquinho a respeito de Deus, como se estivéssemos observando seu reflexo num espelho muito ruim; mas o dia chegará quando o veremos integralmente face a face.






Tudo quanto sei agora é obscuro e confuso, mas depois verei tudo com clareza, tão claramente como Deus está vendo agora mesmo o interior do meu coração.






Há 3 coisas que perduram – a fé, a esperança e o amor – e a maior destas é o amor.






1Coríntios 13 versão Bíblia Viva